Isso me dá gatilho...

Tem gente que ainda acha que “gatilho” é frescura. Principalmente quando isso aparece em escala nacional, como aconteceu no Big Brother, não lembro exatamente qual edição, mas foi a que tinha a Wanessa Camargo. Tudo virava: “ai amiga, isso me dá gatilho”, “ai amiga, isso me dá gatilho”. Algumas pessoas entendiam, outras não entendiam absolutamente nada. Ficava aquela pergunta no ar: o que é esse negócio de “isso me dá gatilho”?

A grande verdade,  e é importante dizer isso logo para te ajudar o quanto antes, é que gatilhos existem o tempo inteiro. Isso não é opinião, isso é neurociência. Ainda bem que é neurociência, porque é justamente graças a esses gatilhos do dia a dia que você consegue acessar informações que estão muito além do que aparece na superfície.

O cérebro funciona por associação. Sempre que uma experiência emocional intensa acontece, ela é registrada junto com imagens, sons, sensações corporais e significados. Quando algo no presente se parece minimamente com aquela experiência passada, o sistema nervoso reage como se o perigo ainda estivesse ali. Isso é o que se chama de gatilho.

Por isso, um gatilho não é drama. É um sinal. Ele mostra onde o cérebro aprendeu a se proteger. E é exatamente esse sinal que te ajuda a chegar na causa raiz daquilo que você vive repetidamente, daquilo que você alcança apenas na superfície, mas não entende por que continua acontecendo.

Sem gatilho, não existe investigação. Sem investigação, o cérebro repete padrões no automático. E é por isso que tantas pessoas passam a vida inteira tentando “controlar comportamento”, quando o que precisa ser compreendido é o que está por trás dele.

Os gatilhos que aparecem no seu dia a dia são pistas. Eles mostram onde existe memória emocional não integrada, experiência mal resolvida, decisão automática feita em outro momento da vida. Ignorar isso não resolve. Julgar isso não resolve. O que resolve é observar.

E hoje eu quero falar exatamente sobre um tipo específico de gatilho: aquele ligado a algo que você não consegue abrir mão. Aquilo que parece pequeno, banal, mas que, quando ameaçado, gera reação desproporcional. É aí que o cérebro está dizendo: “isso aqui não é só sobre o presente”.

Eu, por exemplo, quando fico muito tempo sem socializar, quando fico muito tempo sem fazer algo que eu gosto muito, quando trabalho incansavelmente, quando me sinto pressionada financeiramente ou socialmente, ou quando me sinto ausente de algo que eu poderia fazer para ajudar alguém e não consigo tempo ou, sendo honesta, não estou priorizando porque existem outras coisas que precisam ser priorizadas, tudo isso me dá gatilho.

E talvez você ache isso abstrato, então eu vou te dar um exemplo simples e muito claro do que te dá gatilho todos os dias, sem exceção, o tempo inteiro. Um gatilho que te conduz, muitas vezes sem perceber, a uma fuga que prejudica a sua saúde, a sua mente, o seu corpo físico, a sua vida, seus relacionamentos, seus resultados financeiros, seu trabalho. Enfim, uma avalanche de coisas que parecem inofensivas, mas que simplesmente travam todos os seus resultados em todas as áreas da sua vida.

Por exemplo: quando você socializa com alguém e não gosta de socializar porque o tipo de conversa não te agrada e não tem nada a ver com você. Isso gera gatilho.

Quando você precisa agir politicamente, principalmente quando não existe ganho, seja ganho moral, emocional, financeiro ou qualquer tipo de troca real, isso gera gatilho.

Quando você é obrigado a enfrentar um trabalho que você não suporta, isso gera gatilho.

Quando você se vê obrigado a participar socialmente de um grupo onde você não gosta da interação, isso gera gatilho.

Quando alguém te conta uma história, ou quando você vê uma história num filme, numa série, na rua, e aquilo toca em algo que você já viveu, isso gera gatilho.

E tem tantas outras coisas no seu dia a dia que te fazem mal e você nem sabe exatamente por quê. Você só sabe que incomoda.

Do ponto de vista neurocientífico, o que acontece aqui é simples: o cérebro emocional fica comprometido, desgastado, estressado, vivendo todos os dias sob pressão. Ele passa a interpretar a própria vida como um ambiente hostil. E um cérebro que se sente pressionado a viver uma vida que ele odeia viver não cria oportunidades.

É impossível um cérebro nesse estado ter ideias para ganhar dinheiro.

É impossível crescer profissionalmente.

É impossível construir um bom relacionamento.

É impossível filtrar pessoas que tragam troca emocional verdadeira.

E sem falar nas doenças de longo prazo que começam a aparecer quando essas vivências disparam gatilhos o tempo inteiro.

Quando uma pessoa vive todos os dias numa rotina de disparar gatilho, o sistema nervoso busca refúgio. E esse refúgio pode vir na forma de droga, bebida, comida, sexo, masturbação, filmes, videogame. Estou falando de excessos. E você sabe exatamente do que eu estou falando.

O problema é que esses refúgios não resolvem. Eles afundam ainda mais. Eles mantêm a pessoa presa numa vida que ela já não suporta viver e reforçam, física e mentalmente, um corpo que vai enfraquecendo cada vez mais, até ser conduzido a uma doença, muitas vezes irreversível.

Eu escrevi um livro que eu adoro, chamado “O Cérebro por Trás das Doenças”. Ele nasceu de observações reais que eu organizei junto com o NEXO-19 — e o efeito prático disso foi direto na minha vida: eu praticamente não fico gripada, não tenho crises de dor de cabeça, não sofro com alergias, não tenho enxaquecas nem aqueles sintomas comuns que a maioria das pessoas normaliza no dia a dia.

Não porque “nunca mais acontece nada”, mas porque eu sei identificar exatamente de onde aquilo vem, qual padrão ativa o sintoma e o que precisa ser combatido na origem para que aquilo não se repita. Isso está explicado no livro.

Se você quiser ler, é só clicar no nome do livro para acessar na Hotmart. Ele também está disponível na Amazon, basta buscar por Monica Müller e pelo título.

Nesse livro, eu trato exatamente disso: o quanto os movimentos emocionais e as causas desses gatilhos estão envolvidos no desenvolvimento das doenças.

O quanto, muitas vezes, você cria doenças para não sair de casa.

Para não beijar o seu marido ou a sua esposa.

Para não fazer sexo.

E vou dividir algo muito íntimo com você.

Quando eu me relacionava com alguém e, no meu íntimo, eu sabia que precisava terminar aquele relacionamento porque já estava claro que não era para mim, o meu corpo reagia. O meu termômetro sempre foi infecção urinária. E dói. Você não tem ideia do quanto dói. Esse era o meu termômetro. E você tem o seu.

Todas as doenças têm uma causa raiz. Não adianta se entupir de remédios quando você não trata essa causa. E tem mais: quanto mais você toma remédio, menos efeito ele faz.

Eu sou radicalmente contra o uso indiscriminado de remédios, exceto em casos extremos, como cirurgias ou tratamentos intensivos. No dia a dia, existe sim uma forma de combater as causas das doenças e, principalmente, fazer prevenção.

Porque enquanto você continuar tratando só o sintoma, o corpo vai continuar gritando aquilo que a sua consciência não está querendo ouvir.

Mas existe um ponto fundamental que você precisa entender.

Você não tem acesso imediato aos gatilhos profundos. Aqueles que estão ocultos, que vêm desde a sua gestação, desde os primeiros registros do seu sistema nervoso. Esses exigem investigação, método, estrutura. Exigem um caminho, que, inclusive, eu ensino no Código da Mente Imbatível. Mas isso é uma decisão pessoal sua. Fazer ou não fazer.

Agora, os gatilhos da superfície… desses você tem acesso total.

Você sabe exatamente o que está te fazendo mal hoje.

Você sente no corpo.

Você percebe no humor.

Você percebe no cansaço.

Você percebe na irritação, na apatia, na vontade de fugir.

Eles estão acontecendo o tempo inteiro.

Do ponto de vista neurocientífico, esses gatilhos de superfície são estímulos repetidos que mantêm o sistema nervoso em estado de ativação crônica. O cérebro não descansa, não integra, não cria. Ele apenas reage.

E se hoje você tomar a decisão de remover ao menos esses gatilhos visíveis, você resolve, no mínimo, 30% dos seus problemas. Isso não é promessa vazia. É fisiologia.

A sua saúde começa a melhorar.

O sono começa a regular.

Os resultados começam a destravar.

Oportunidades começam a aparecer.

Ideias começam a surgir.

A melhora não é instantânea. Ela é gradual. Mas ela acontece. Eu te garanto.

Porque quando o cérebro sai do modo de ataque constante, ele volta a fazer aquilo que ele sabe fazer melhor: organizar, prever, criar soluções.

Mas para isso, existe um ponto inegociável: você precisa dar o primeiro passo.

É decisão.

E depois, ação.

Se você não fizer isso agora, cada vez ficará mais difícil. Porque quanto mais tempo você passa nas redes sociais, mais o seu cérebro se desorganiza. Mais ele perde capacidade de foco, de profundidade, de leitura de si mesmo. Mais ele se torna dependente do mundo externo para regular emoção.

Até que um dia te reste apenas isso: rede social.

Se é que você ainda vai poder acessar.

Super beijo e até amanhã.

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E se você quer investigar os seus padrões, os códigos ocultos da sua mente que te levam a viver uma vida da qual você já está cansada, o link do Código da Mente Imbatível está aqui. Te convido a conhecer.

—Um beijo e até amanhã,

💛 Mô